De onde vem o número
O relato diz isso com todas as letras: a muralha foi concluída no dia 25 do mês de elul, em 52 dias (Neemias 6:15). Elul é o sexto mês do calendário sagrado judaico e cai mais ou menos entre agosto e setembro.
A história começa antes. No 20.º ano do rei Artaxerxes da Pérsia (455 AEC), Neemias, o copeiro do rei, soube que a muralha de Jerusalém estava derrubada e seus portões queimados (Neemias 1:1-3). Alguns meses depois, pediu permissão ao rei para ir reconstruí-la e recebeu (Neemias 2:1-8). Ao chegar, inspecionou as ruínas de noite antes de contar seu plano a qualquer pessoa (Neemias 2:12-16).
Como o trabalho foi organizado
Neemias 3 parece uma escala de obra. Começa no Portão das Ovelhas, reconstruído pelo sumo sacerdote Eliasibe e pelos sacerdotes, e dá a volta na cidade trecho por trecho, dizendo quem trabalhou onde (Neemias 3:1).
- Cidades inteiras ficaram com um trecho, como os homens de Jericó e de Tecoa (Neemias 3:2, 5).
- Artesãos também construíram: ourives, perfumistas e comerciantes (Neemias 3:8, 32).
- Salum trabalhou junto com as filhas (Neemias 3:12).
- Muitos consertaram a parte da muralha em frente à própria casa (Neemias 3:10, 23, 28).
Dividir o circuito em muitos trechos curtos permitiu que todos trabalhassem ao mesmo tempo, e quem construía perto de casa tinha todo motivo para fazer bem feito. Nem todos ajudaram: o relato diz que os nobres de Tecoa não quiseram se sujeitar ao trabalho (Neemias 3:5).
O que os construtores enfrentaram
A oposição foi liderada por Sambalate, o horonita, Tobias, o amonita, e Gesém, o árabe. Ela veio em etapas:
- Zombaria. Sambalate zombou dos construtores diante do exército de Samaria, e Tobias disse que, se uma raposa subisse na muralha, ela cairia (Neemias 4:1-3).
- Ameaça de ataque. Quando a muralha chegou à metade da altura, os inimigos conspiraram para atacar Jerusalém e causar confusão (Neemias 4:6-8).
- Tramas contra Neemias. Quatro vezes o convidaram para uma reunião na planície de Ono, com a intenção de fazer-lhe mal. Depois mandaram uma carta aberta acusando-o de planejar uma revolta, e pagaram um homem para assustá-lo e fazê-lo se esconder no templo (Neemias 6:1-13).
Por que foi tão rápido
O povo trabalhou de todo o coração (Neemias 4:6). Neemias respondeu a cada ameaça com oração e com medidas práticas ao mesmo tempo. Quando o ataque foi planejado, eles oraram a Deus e puseram guardas de dia e de noite (Neemias 4:9). Ele posicionou famílias com espadas, lanças e arcos atrás das partes mais baixas e expostas da muralha e lhes disse que não tivessem medo, mas que se lembrassem de Jeová (Neemias 4:13, 14).
A partir daí, metade dos seus homens trabalhava e metade ficava de guarda. Quem carregava material trabalhava com uma mão e segurava uma arma com a outra, cada construtor usava uma espada, e um tocador de trombeta ficava ao lado de Neemias para reunir todos onde viesse um ataque (Neemias 4:16-20). Eles trabalhavam do amanhecer até aparecerem as estrelas (Neemias 4:21).
Quando a muralha ficou pronta, as nações vizinhas ficaram com medo, porque perceberam que a obra tinha sido feita com a ajuda de Deus (Neemias 6:16). As portas foram colocadas depois (Neemias 7:1).
Como o jogo usa o relato
Neemias, o jogo, é baseado neste relato. A campanha dura 52 dias e dá a volta na cidade em 12 trechos, começando pelo Portão das Ovelhas. Todo dia, a equipe leva madeira, pedra e argamassa até a muralha e a levanta com as próprias mãos enquanto os saqueadores tentam invadir. Quem constrói está com as mãos ocupadas, então alguém sempre precisa ficar de guarda, como em Neemias 4:16-18. Veja como é um dia de jogo.
Neemias